Crescimento, porém, está aquém do esperado
Paçoca, doce de abóbora, pé de moleque: o que essas guloseimas deliciosas têm em comum? São todos doces típicos de festas juninas e julinas, que adoçam o inverno e a festas religiosas em todo o país. As comemorações ajudam a impulsionar as vendas de produtos relacionados às festividades, afetando diretamente a indústrias de doces. A Doces Fronteira, de Cascavel, já registrou um aumento de 40% nas vendas de doces típicos das festas. “Os que mais vendem são a paçoca e o coração de abóbora”, conta Bruno César Moreira, diretor da empresa.
Para o presidente do Sincabima, Rommel Barion, as expectativas, nesta época do ano, são de que a venda das guloseimas cresça, apesar do cenário econômico. “Por se tratar de uma festa tradicional e sazonal, esperamos sempre um aumento nas vendas de doces e, por isso, as indústrias se preparam para atender a demanda”, explica.
Origem
Pipoca, doces à base de milho, coco e amendoim…tudo isso nos leva a crer que as festas juninas e julinas são tipicamente brasileiras, certo? No entanto, a origem das festividades é, na verdade, europeia. A tradição veio dos povos celtas, que comemoravam a boa colheita durante o solstício de verão e, por isso, a fartura de comidas e bebidas. Com a celebração de três santos católicos nos mesmos meses – Santo Antônio, São João e São Pedro –, a comemoração se tornou, eventualmente, em uma festividade religiosa. Com a colonização do Brasil por Portugal, os estrangeiros trouxeram a tradição para cá. No entanto, por aqui, os doces vieram dos costumes indígenas, que introduziram alimentos à base de mandioca e milho à nossa alimentação.