Logística reversa: pensamento sustentável pelas gerações futuras

Cris Baluta 

Incertezas é o que mais temos, porém ideias norteadoras e essenciais para a construção de um futuro mais sustentável já existem. O termo sustentabilidade é a expressão da necessidade de se viver no presente de maneira a não prejudicar o “amanhã”. Por isso, precisamos colocar em prática processos sustentáveis que possam ser executados sem provocar danos ambientais negativos ou acarretar altos custos para todos os atores envolvidos.

Nosso mundo é moldado não somente por indivíduos isolados, mas por uma rede de empresas e de instituições governamentais e não governamentais que influenciam desde os produtos que fabricamos, os alimentos que ingerimos até a energia que consumimos.

Existem áreas interligadas, como: energia e transporte, alimentos e água, resíduos sólidos e toxidade. Nesse último caso, precisamos saber o que fazer e como descartar tais resíduos.

A movimentação voltada à elaboração e colocação em prática de Planos de Logística Reversa tem o propósito de estabelecer e implantar um sistema de logística reversa de produtos e embalagens pós-consumo, bem como desenvolver ações que diminuam a quantidade de resíduos gerados, com a finalidade de atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos, minimizando os impactos ao meio ambiente.

A operacionalidade dos diversos Planos de Logística Reversa existentes no Brasil se dará por meio de associações específicas, que representem os interesses dos associados nos procedimentos de logística reversa que impactarem as atividades empresariais, indicando meios para o atendimento à legislação aplicável nos âmbitos federal e estadual.

É preciso, ainda, representar as associadas na adesão aos Acordos Setoriais de Logística Reversa e Termos de Compromisso perante órgãos do Poder Público; contribuir para o desenvolvimento e a implantação de logística reversa de embalagens na cadeia produtiva das empresas associadas; organizar eventos para a difusão da Política Nacional de Resíduos Sólidos; prospectar infraestrutura, negócios, mecanismos e recursos financeiros para a área de logística reversa; propor medidas judiciais e administrativas em defesa dos interesses de seus associados e, por fim, representá-los perante entidades privadas e públicas em relação a temas pertinentes à logística reversa.

A construção da capacidade de colaborar é trabalho árduo, que demanda o melhor das pessoas, em especial quando os representantes de diferentes elos estão envolvidos. Existe um futuro à espera de nossas escolhas!

Cris Baluta é consultora técnica de Logística Reversa do Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos, de Doces e Conservas Alimentícias do Paraná (Sincabima), é conselheira e coordenadora de Meio Ambiente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná) e é diretora comercial e de Ecorrelacionamento com Clientes da Roadimex Ambiental.

Palavra da Presidente

O mês de novembro de 2022 iniciou de maneira otimista para o setor de alimentos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstraram que, após um ciclo de

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