Indústria Alimentícia tem previsões positivas para 2018

Fabricantes de alimentos esperam crescimento impulsionado por aumento de renda e de consumo durante o ano

Ano de eleições no Brasil e de Copa do Mundo, 2018 vem com a expectativa de que a economia brasileira voltará a crescer, em continuidade à expansão iniciada no ano passado. A previsão é do Informe Conjuntural da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que também espera que a inflação permaneça em baixa e abra espaço para redução de juros.

Segundo o relatório, o crescimento da economia brasileira esperado é de 2,6% no ano, porém, com o alerta de que dependerá de reformas estruturais no país e do equilíbrio das contas públicas. Para a indústria a expansão deve ser de 3% –  crescimento maior que o Produto Interno Bruto (PIB), o que não ocorria desde 2011. Essa recuperação dever ser impulsionada pelo aumento do consumo.

O presidente do Sincabima – Sindicato das indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimenticias, Biscoitos de Doces e Conservas Alimenticias do Paraná, Rommel Barion, acredita que se essas condições se mantiverem durante o ano, será um cenário positivo para a indústria, em especial a alimentícia. “Nós temos percebido que o mercado está receptivo a novos produtos com maior valor agregado e o consumidor está mais confiante com os sinais de crescimento que a economia está dando”, avalia.

Dentre as demais previsões do relatório estão o aumento de 4% nos investimentos, expansão de 2,8% no consumo, queda de 11,8% na taxa de desemprego, inflação estável em 4,4% e taxa de juros com redução para 6,75% ao ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a massa de rendimento real do brasileiro deve ter aumento de 4,2%. Para a área de alimentos, o crescimento previsto para a produção física é de até 3% em 2018, que deve seguir o ritmo da expansão de 1,3% que ocorreu em 2017.

Percepção da indústria

Impulsionados pelo aumento da renda, os fabricantes de alimentos e bebidas esperam incremento na produção de itens de maior valor agregado. Segundo Barion, é perceptível que a indústria está otimista. “As empresas têm feito investimentos em tencologia, equipamentos novos e no lançamento de novos produtos, o que contribui para a melhoria da produtividade e amplia a exportação. Tudo isso porque estão confiantes que de que o Brasil voltou a ocupar seu espaço no mercado internacional” diz.

A diretora de Recursos Humanos da Prodasa Alimentos, Maria de Fátima Fernandes Cassitas, diz que é perceptível que há uma melhora, mas pondera que é sutil ainda. “A indústria está animada, então qualquer recuperação é vista como positiva. Sentimos que as coisas estão engatinhando, há uma recuperação, mas não é algo que nos deixe tranquilos ainda.”

Cassitas comenta que a Prodasa não passou por problemas em 2017 e, ainda em dezembro, lançou uma nova linha de produtos e remodelou as embalagens de balas e biscoitos. “Isso foi planejado no segundo semestre, para ser lançado no final do ano. Queríamos começar 2018 com maior expectativa de vendas e de novos mercados para a empresa e para os nossos representantes. Não deixamos de fazer estas melhorias porque a economia estava estagnada, então continuamos apostando que vai dar certo”, explica.

O Paraná é o segundo maior produtor de alimentos do país, segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A indústria de transformação do estado é a quarta maior do Brasil, só fica atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Palavra da Presidente

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