Sincabima promove treinamento sobre Auditoria Interna

Evento teve foco em qualidade e segurança de alimentos

O Sincabima realizou, no dia 03 de abril, em sua sede em Curitiba (PR), um treinamento sobre Auditoria Interna em Qualidade e Segurança de Alimentos. Ministrado por Ana Paula Cheriegate, consultora na área de Segurança de Alimentos. O encontro reuniu profissionais da indústria alimentícia e abordou temas como conceito, tipos de auditoria, capacitação de equipe, legislações, tecnologias do setor, checklists, protocolos, abordagem e planejamento.
Foco na capacitação
Segundo Ana Paula, o treinamento teve como objetivo principal a capacitação dos participantes. “A ideia é que os profissionais saiam daqui dominando os princípios de auditoria e se sintam capazes de atuar como auditores. Também é importante frisar que uma auditoria não se encerra com a entrega do relatório, e sim com a implementação de ações que visam a correção das questões apontadas”, complementa a consultora.
Ainda de acordo com Ana Paula, o auditor precisa saber entender o todo para identificar as não conformidades: “O processo de uma auditoria é baseado em uma amostragem e o profissional responsável por sua execução deve basear sua abordagem nas evidências encontradas. É importante destacar que a auditoria é um processo de melhoria, que leva para a empresa uma melhora contínua em seu processo produtivo”, pontua.

Troca de experiências

Para a assessora técnica no Sincabima, Patrícia Amarante, o objetivo de um treinamento como este é a troca de experiências entre os participantes. De acordo com ela, as pessoas que trabalham com Qualidade e Segurança de Alimentos têm, normalmente, as mesmas dificuldades e problemas para resolver nas indústrias em que atuam. “O treinamento presencial se mostra vantajoso por reunir pessoas de diferentes empresas com uma ministrante que traga vivências de mercado enriquecedoras e que seja capaz de estimular os participantes a trocarem experiências valiosas. É possível que alguém esteja com dificuldade em resolver um problema, enquanto um colega de outra indústria possa ter uma solução”, diz.
Os profissionais que estiveram presentes no evento compartilham da mesma opinião. A supervisora de Qualidade da Urbano Agroindustrial, Débora Lainy da Silva, conta que decidiu fazer o treinamento justamente por valorizar essa troca: “pensando em melhor atender os nossos clientes e em aprimorar a qualidade do nosso produto, vimos a necessidade de reforçar nossos processos de auditoria interna e os treinamentos presenciais trazem um diferencial – eles nos permitem conhecer a vivência e a expertise de quem lida com isso diariamente. Estou muito feliz em ter tido a oportunidade de absorver tudo o que a Ana Paula nos passou – ela nos trouxe uma visão que as leituras não dão”, explica.
Especialista em Segurança de alimentos, Caroline Piovesan, do Grupo Copobras, também esteve presente. “Nós queremos mudar a forma que fazemos auditoria interna, melhorar a abrangência e o entendimento dos auditores e, consequentemente, aprimorar os resultados dos processos. Queremos fazer mudanças e aprender mais para que isso nos ajude a melhorar o modelo atual de auditoria. Nosso objetivo é usar o conhecimento adquirido aqui para fomentar mudanças na forma de auditar, para melhorar os resultados da empresa. Dessa forma, conseguiremos usar as evidências que os auditores nos trarão para o desenvolvimento contínuo do nosso sistema de gestão”, finaliza.
Um capítulo importante na legislação
A Resolução RDC 275/2002 da Anvisa dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores / Industrializadores de Alimentos, além da Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores / Industrializadores de Alimentos. Essa lista orienta as indústrias na montagem e execução de uma auditoria interna, que deve ser realizada anualmente e visa cumprir os requisitos legais de Boas Práticas de Fabricação para adquirir ou renovar a licença sanitária com o órgão regulador.
Para as normas certificadoras, a auditoria interna também é um capítulo relevante. “A IFS, por exemplo, possui 10 requisitos reprobatórios chamados de K.O – Knock Out – e um deles é de auditoria interna. Então, é muito importante que ela seja seguida à risca e deve ser levada a sério. Não basta preencher um papel para dizer que fez, você precisa criar uma cultura de registro e verificação de tudo o que é feito dentro da indústria. Isso garante não só a qualidade do produto, mas também que está sendo produzido com segurança”, pontua Patrícia Amarante.
Ainda de acordo com Patrícia, existe outro ponto que deve ser lembrado: “as indústrias que possuem capacidade produtiva sobrando, podem “vender” essa capacidade para outra marca. Dessa forma este novo cliente será capaz de identificar se você está constantemente cuidando das boas práticas, da segurança e da qualidade dos alimentos que você está produzindo”, conclui a assessora técnica o Sincabima.

Palavra da Presidente

Uma alegria fazer coro com os meus antecessores na celebração dos 84 anos do Sincabima, no qual tenho a responsabilidade e privilégio de presidir neste mandato. Muitos são os desafios

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