Ao completar 43 anos de atividades, Pipoteca muda parque industrial e moderniza as operações

A Pipoteca, associada ao Sincabima desde 2006, foi fundada por Sebastião Anastácio dos Santos, um catarinense com veia empreendedora. Aos 42 anos e com experiência em agricultura, torrefação de café e até em produção de sabão, ele resolveu vender tudo o que tinha em Pouso Redondo (SC) e apostar num novo negócio em Curitiba.

Ele chegou à cidade paranaense no ano de 1978, e ao lado da esposa Plácida Domingues dos Santos e filhos, iniciou a produção de pipoca.

Alcione dos Santos, sócio e diretor comercial da empresa, revela uma curiosidade em relação ao surgimento da Pipoteca: “quem pensa que a história da empresa começou em Curitiba está muito enganado. A história da marca começou na cidade de Lages (SC), onde a família Santos, proprietária da Pipoteca, vivia na década de 60.

Resultado da fé de Sebastião, patriarca da família, a fábrica foi aberta depois de um período difícil para os Santos. Ele trabalhava numa torrefação de café em Santa Catarina que fechou as portas. Falido, o dono da empresa não tinha como acertar as contas com os funcionários demitidos.

Meu pai deixou o acerto para trás porque sabia que o homem estava passando dificuldade. A única coisa que ele pediu ao patrão antes de ir embora foi que, caso surgisse alguma oportunidade futuramente, que fosse chamado novamente para trabalhar. E assim foi. Um tempo depois, Sebastião foi convidado pelo ex-chefe para trabalhar no setor fabril de uma pequena fábrica de doces que possuía em Curitiba.

Ele aceitou o convite, porém, com uma condição: queria ser sócio da empresa. Não funcionário. Assim que conseguiu comprou a outra parte da sociedade e transformou o pequeno negócio familiar numa grande marca”.

Ele conta também que o nome surgiu da combinação de “pipoca” com “discoteca”, em alusão às danceterias da década de 1970 e na onda da novela Dancin’ Days.

Em 1978, a pipoca doce era a única guloseima produzida na fábrica e vendida para pequenos comércios da região onde estava instalada. Hoje, a Pipoteca conta com uma gama de mais de 50 produtos salgados e doces, que totalizam 7 toneladas em vendas diárias. “Para produzir tudo isso, a indústria utiliza mensalmente em torno de 1.000 sacos de 50kg de farinha de milho e canjica”, calcula Alcione.

O carro chefe da Pipoteca é uma mistura simples de farinha de milho, gordura e o tempero de manteiga, responsável por cerca de 50% das vendas e do faturamento da família. “Hoje temos uma equipe formada por 60 funcionários e atendemos prioritariamente o Paraná e Santa Catarina”.

“Estamos prestes a completar 43 anos de história (1º de agosto) e permanecer como uma marca relevante e símbolo da cidade é a nossa maior conquista”, celebra Alcione. Para ele, a empresa criou um produto popular, com baixo custo e acessível.

“A Pipoteca remete à infância, aos bons momentos. É emocionante quando alguém chega e relata que consome o nosso produto desde criança e que a agora os filhos também são fãs da marca. Além disso, tem uma questão social e econômica envolvida, pois muitas famílias são impactadas pela venda dos nossos produtos, atuando como revendedores em pequenos comércios”.

A empresa é familiar e administrada pelos 7 filhos do fundador, que estão à frente de todas as etapas da operação, desde a produção, logística e vendas. Além disso, dois netos atuam na área administrativa. “O patriarca ainda participa de todos os processos decisórios da empresa e vez ou outra pode ser visto caminhando pela loja e escritórios conferindo se tudo está no lugar”, observa Alcione.

De acordo com ele, essa relação entre marca e família é tão próxima que, em muitos momentos, se confunde a ponto de se tornar uma coisa só. “Exemplo é que um dos sabores do portfólio, o salgadinho Mostarda na Fraldinha, nasceu numa conversa de domingo na beira da churrasqueira”.

Para 2022, o planejamento estratégico da empresa prevê a mudança da planta industrial localizada hoje no Bairro Fanny, em Curitiba, para um terreno de 6 mil metros quadrados em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. “O atual parque, em frente à loja da fábrica, será transformado em um moderno centro de distribuição. A loja da fábrica permanecerá no mesmo local, ou seja, Pipoteca fresquinha e a preço baixo ainda ficarão acessíveis”. Segundo Alcione a ampliação será importante para modernizar ainda mais as operações, implementar soluções tecnológicas e atender a demanda do mercado.

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