Conheça a incrível história da balinha do papel verde: a Bala de Banana de Antonina!

Tudo começou no início dos anos 70, quando João Soter Corrêa e seu filho, José Carlos Corrêa, conhecido como Zeca ou Zequinha, vieram de Santa Catarina para viver no litoral do Paraná, na cidade de Antonina. Inicialmente, pensavam montar uma fábrica de conservas de palmito. Mas, após certo período de trabalho, o ramo começou a enfrentar dificuldades e, pesquisando outras atividades para sustento familiar, perceberam que existia demanda por balas de banana – e que nosso Estado era abundante em frutos de excelente qualidade para tal.

Fundaram então, em 24 de dezembro de 1979, a marca Bala de Banana Antonina, contando com o apoio do Sr. Zezo, profissional experiente na área de doces, que aos poucos foi desenvolvendo a receita que é sucesso em todo país. Ao longo de mais de 40 anos de tradição, colaboradores como Sr. Jair (já falecido) e Sr. Osvaldo, que trabalha na empresa até hoje, preservaram o “saber fazer” da produção das balinhas, inigualável por seu sabor e posicionamento de marca. 

No início da empresa, o produto era oferecido sem embalagem: era comercializado em pacotes transparentes e revendidos por bancas e comércios dispostos à BR-277, que liga Curitiba ao litoral paranaense. Isso explica a “tradição” de turistas e viajantes comprarem as balinhas quando visitam o litoral. 

Mais tarde, Zeca e seu pai pensaram em um papel para embrulhar as balas, idealizando e desenhando manualmente sua arte e cores. E foi justamente isso que tornou a marca conhecida como as “balas do papelzinho verde”, de inigualável sabor e memória afetiva para o povo paranaense. 

Desenvolvimento do comércio paranaense

Feita com banana caturra ou nanica colhidas no próprio litoral do Paraná, nos arredores de Guarequeçaba, a Bala de Banana Antonina ajuda a fomentar o sustento de pequenos produtores locais, produzindo em média 12 toneladas de balas por mês. 

“Mesmo nos adequando às novas leis, aumentando a produção, nossa bala ainda tem muito de um produto artesanal. O descasque da banana é manual, os cuidados especiais com a massa, o modo de preparo… Tudo traz consigo uma história e traduz a nossa essência, especialmente porque conta com a participação de colaboradores que ao longo dos anos se tornaram parte da família”, comenta Rafaela Takasaki Corrêa, sócia e diretora executiva da empresa, que é associada ao Sincabima desde 27/09/2016.

Com o prematuro falecimento de Zeca, em 2012, a empresa se reorganizou e buscou reposicionamento de marca, estudando o lançamento de novos produtos. A gestão da Bala de Banana Antonina é realizada pelos irmãos João Soter e Rafaela (filhos de Zeca) e sua esposa, Analdina Takasaki. “Entendemos que além de manter nossa bala sempre com o mesmo gostinho, ela se tornou uma troca de afeto”, acrescenta a filha do fundador. 

Atualmente, a empresa produz balas de banana em diferentes tipos de embalagens, além de barrinhas de banana. Também comercializa produtos personalizados, como camisetas, canecas, ecobags, aventais, dentre outros souvenirs.

Distribuição e números

Hoje a marca conta com 16 funcionários diretos e aproximadamente 8 indiretos, sendo que distribui a Bala de Banana Antonina para todo o Brasil e estuda formas de aumentar a quantidade de produção para atender mais regiões e mais clientes. “Temos a preocupação em fazer um e-commerce quase zero plástico, visando minimizar seu impacto no meio ambiente, além do cliente receber junto sempre folders e material convidando a visitar nossa região’, comenta ainda Rafaela. 

Cerca de 70% d a produção é distribuída em Curitiba e região metropolitana. Já 25% são absorvidos no próprio litoral do Paraná (principalmente nas cidades de Antonina e de Morretes) e outros 5% são adquiridos por clientes pontuais dentro e fora do Estado.

Planos para o futuro e reconhecimento nacional

A família tem trabalhado com dedicação para atualizar a marca, participando de cursos, feiras e treinamentos, além de estudar alternativas para levar a tecnologia para sua realidade. “É um grande desafio pois nosso produto é e sempre será um artigo onde priorizamos o manual, o saber fazer, e por isso podemos automatizar alguns poucos processos para não perder sua particularidade”, aponta Rafaela. 

Para os próximos anos, o intuito é aumentar a venda das barrinhas de banana e lançar uma versão sem açúcar, uma nova coleção de produtos não comestíveis da marca, além de abrir uma loja própria na cidade de Antonina e iniciar obras de ampliação da fábrica.

Toda essa dedicação já tem dado muito certo: recentemente, a cidade de Antonina foi indicada para receber o título de Capital Nacional da Bala de Banana. Um projeto de lei, criado pelo senador Flávio Arns (Podemos), está em trâmite no Congresso Nacional em Brasília (DF).

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